PRF apreende carga de cigarros eletrônicos na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu (PR)
525 mil unidades do produto foram apreendidas em 2024; aumento de 250% em relação 2023 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 276 unidades de cigarros eletrônicos na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu (PR), na tarde de segunda (10). O material foi encontrado durante fiscalização a ônibus de transporte de passageiros, em frente unidade operacional da PRF. Os dispositivos eletrônicos para fumar estavam na bagagem de um homem de 24 anos, que também transportava um telefone celular. O envolvido foi encaminhado, junto com a mercadoria apreendida, Receita Federal para os procedimentos legais. Aumento nas apreensões A PRF no Paraná também tem se destacado pelas apreensões dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos. A PRF registrou um imenso salto nas apreensões de DEFs no Paraná, com um aumento que ultrapassa os 250%. Foram mais de 525 mil unidades do produto localizadas sendo contrabandeadas para o Brasil. Apreensões de cigarros eletrônicos O possível aumento de demanda da população pelo produto fez a PRF localizar grandes cargas, com milhares de unidades, sendo transportadas em veículos de grande porte, burlando o pagamento de tributos e levando risco saúde da população brasileira. Esses dispositivos têm sua comercialização, importação e distribuição proibidas no Brasil, sendo classificados como contrabando quando localizados dentro dessas atividades. As substâncias usadas nos DEFs apresentam diversos riscos para a saúde, além de grandes doses de aditivos químicos e nicotina. A falta de controle de órgãos de saúde aumenta o risco para os usuários, que não contam com nenhuma garantia sobre a qualidade do produto que consomem. Um estudo de pesquisadores das Universidades de Stanford e da Califórnia (EUA) estimou que cada “recarga” do cigarro eletrônico pode ter a mesma carga de nicotina de 30 cigarros convencionais. Muitos dispositivos apreendidos possuem mais de sete vezes a quantidade da recarga utilizada no estudo (0,7 ml), o equivalente a dez maços de cigarro em um único aparelho. Como os produtos não são regulamentados, muitos produtos apresentam concentrações de nicotina maiores do que as declaradas. A pesquisa conclui que os sabores atraentes dos cigarros eletrônicos, juntamente com a velocidade e a eficiência de entrega de nicotina, podem aumentar o potencial de iniciação e a continuação do consumo entre os jovens. Além disso, o uso contínuo de nicotina leva a sintomas de dependência química, incluindo crises de abstinência. Assista:
525 mil unidades do produto foram apreendidas em 2024; aumento de 250% em relação 2023 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 276 unidades de cigarros eletrônicos na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu (PR), na...
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525 mil unidades do produto foram apreendidas em 2024; aumento de 250% em relação à 2023
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 276 unidades de cigarros eletrônicos na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu (PR), na tarde de segunda (10).
O material foi encontrado durante fiscalização a ônibus de transporte de passageiros, em frente à unidade operacional da PRF. Os dispositivos eletrônicos para fumar estavam na bagagem de um homem de 24 anos, que também transportava um telefone celular.
O envolvido foi encaminhado, junto com a mercadoria apreendida, à Receita Federal para os procedimentos legais.
Aumento nas apreensões
A PRF no Paraná também tem se destacado pelas apreensões dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos. A PRF registrou um imenso salto nas apreensões de DEFs no Paraná, com um aumento que ultrapassa os 250%. Foram mais de 525 mil unidades do produto localizadas sendo contrabandeadas para o Brasil.
Apreensões de cigarros eletrônicos
O possível aumento de demanda da população pelo produto fez a PRF localizar grandes cargas, com milhares de unidades, sendo transportadas em veículos de grande porte, burlando o pagamento de tributos e levando risco à saúde da população brasileira.
Esses dispositivos têm sua comercialização, importação e distribuição proibidas no Brasil, sendo classificados como contrabando quando localizados dentro dessas atividades. As substâncias usadas nos DEFs apresentam diversos riscos para a saúde, além de grandes doses de aditivos químicos e nicotina. A falta de controle de órgãos de saúde aumenta o risco para os usuários, que não contam com nenhuma garantia sobre a qualidade do produto que consomem.
Um estudo de pesquisadores das Universidades de Stanford e da Califórnia (EUA) estimou que cada “recarga” do cigarro eletrônico pode ter a mesma carga de nicotina de 30 cigarros convencionais. Muitos dispositivos apreendidos possuem mais de sete vezes a quantidade da recarga utilizada no estudo (0,7 ml), o equivalente a dez maços de cigarro em um único aparelho. Como os produtos não são regulamentados, muitos produtos apresentam concentrações de nicotina maiores do que as declaradas. A pesquisa conclui que os sabores atraentes dos cigarros eletrônicos, juntamente com a velocidade e a eficiência de entrega de nicotina, podem aumentar o potencial de iniciação e a continuação do consumo entre os jovens. Além disso, o uso contínuo de nicotina leva a sintomas de dependência química, incluindo crises de abstinência.